Maria, a Cela te ama! Feliz Aniversário!

Algumas pessoas me questionaram do porque de eu não ter citado a Maria Eduarda, minha enteada, no post de apresentação do blog. Respondi dizendo que naquele momento eu precisava falar sobre o tema principal do blog que é a maternidade. E para mim, “ser mãe” não tem nada a ver com “ser madrasta”.

Mãe é insubstituível. Se um dia eu vier a faltar, e a minha Maitê tiver que se criada por outra pessoa eu continuarei sendo eternamente a mãe dela. Acho que essa troca só acontece nos casos em que a criança é abandonada. Aí sim a mãe é quem cria. Mas pode ser pela avó, por uma tia, por uma desconhecida ou até mesmo pela madrasta. Mas, nesse caso são circunstâncias da vida, e não uma substituição automática.
O que eu quero dizer com isso é que as pessoas costumam complicar essa relação, quando na verdade ela é muito simples. Ser madrasta é apenas ser a nova mulher do pai, e ser enteada é apenas ser a filha que veio antes. Isso não implica obrigatoriamente na existência de responsabilidades e sentimentos. Se ele não aparecer, ninguém deve se sentir culpado, mas se ele florescer, que bênção! Você estará ganhando mais uma pessoa querida na sua vida. Pode ser encarada como uma prima, uma sobrinha, uma irmã mais nova, ou simplesmente uma “amiga de verdade”!

É isso que a Maria é para mim, uma das minhas melhores amigas! Quando olhei para ela pela primeira vez, senti que foi amor a primeira vista. Ela tinha 4 aninhos e eu apenas 21. Pensei que fosse ser difícil conviver com ela, pois eu nunca tinha me relacionado com nenhuma criança. Mas foi tão natural que nem sentimos.
Na ocasião, saímos para almoçar no Deck Avenida. O combinado entre mim e Humberto, era que eles me buscariam em casa, almoçaríamos como amigos e depois iríamos cada um para sua casa, para irmos aos poucos nos conhecendo. Já dentro do carro na hora de ir embora ela olhou para mim, com aqueles olhões verdes e disse: “Você quer ir comigo lá pra a casa do meu pai pra gente usar meu lápis de cor novo?”. É claro que eu aceitei! Passado uns dias ela do nada me disse: “Eu sei que você é namorada do meu pai.” Eu fiquei bem calma e rebati a pergunta: “E você gosta de mim?” ela disse ”Gosto”, e pronto foi assim… Simples e natural como qualquer amizade verdadeira começa.

O tempo foi passando e a cada ano estávamos mais fortes e unidas. Do nosso jeito, agente sempre se entendeu. Eu sempre deixei a Maria ser, o que ela queria ser. Nunca cobrei demonstrações de carinho nem declarações de amor. E ela também sempre me deixou livre para fazer o que eu achava certo. E nunca me exigiu nada.
Dessa relação espontânea e natural nasceu um sentimento de amor sem cobrança.

A prova disso são os beijos de boa noite que eu nunca pedi, mas que ela sempre deu. Os abraços apertados que eu ganho quando não tem muita gente em volta para olhar e julgar. As vezes em que ela pede a minha opinião sobre alguma coisa que tem que decidir. As noites em que pede para deitar na minha cama entre mim e o pai dela para assistir TV, e quando eu assusto, ela esta deitada com a cabeça no meu ombro.
Gente, isso não tem preço!

Maria, você é uma menina doce, sensata, amorosa, carinhosa, inteligente e madura para seus poucos 12 anos. Quero te agradecer por tudo que, sem saber você me ensinou, sobre generosidade, amor e amizade. Tenho muito orgulho de você, e tenho certeza de que você ainda vai dar muitas alegrias a todos nós que te amamos.
Tenha certeza de que sempre farei tudo que eu puder para não te ver sofrer, mesmo que para isso eu tenha que fazer algumas coisas que normalmente eu não faria. Por você vale a pena!

A Maitê é muito sortuda de ter você como irmã! Espero que ela siga seus passos e seja uma menina maravilhosa assim como você é! A Cela te ama muito do fundo do coração! Conte sempre comigo!
